Armando Moraes Delmanto
 
 
 
 
 
 
 

A História Política do Brasil estava esperando por uma releitura que não tivesse o “texto pronto” dos escribas do DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda da Ditadura do Estado Novo) e nem a versão dos remanescentes do antigo PRP – Partido Republicano Paulista, derrotados pela Revolução de 1930, mas com os quais Getúlio Vargas se aliou, em 1937, ao implantar o regime ditatorial do Estado Novo, “domesticar” São Paulo e estancar a marcha da construção da Democracia no Brasil.

Nesta releitura, o autor nos traz um relato real do período da normalidade constitucional brasileira de 1934/37. Sem os rebuscos frios das teses acadêmicas, mas com uma análise sociológica, fundamentada cuidadosamente em fatos e em registros da imprensa.

Na obra, o destaque para o cenário mágico da política em 1934, com a mobilização da intelligentzia paulista e o sucesso do moderno governo de Armando de Salles Oliveira que estavam mobilizando o país para a sucessão presidencial.

Com o Golpe do Estado Novo, as Casas Legislativas (Congresso Nacional. Assembléias Estaduais e Câmaras Municipais) foram fechadas, a Constituição Brasileira revogada e o caudilho Vargas passou a governar através de Decretos leis.

O Estado Novo (1937/45) implantou a Ditadura e sufocou a Nação Brasileira.

 
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"REQUERIMENTO N° 255, de 2010
Requer VOTO DE APLAUSO ao advogado, jornalista e escritor ARMANDO MORAES DELMANTO, pelo lançamento de seu livro "História da Vitória Política Paulista – 1934", registro da Revolução Constitucionalista, cujo objetivo era a retomada do estado de direito democrático.
REQUEIRO, nos termos do art. 222, do Regimento Interno, e ouvido o Plenário, que seja consignado, nos anais do Senado, VOTO DE APLAUSO a ARMANDO MORAES DELMANTO, que, em boa linguagem de autêntico memorialista, acaba de lançar o livro "História da Vitória Política Paulista – 1934", da Editora Peabiru, de Botucatu, SP.
Requeiro, ainda, que o Voto de Aplauso seja levado ao conhecimento do homenageado.
JUSTIFICATIVA
Natural de Botucatu, na região da Sorocabana/SP, Armando Moraes, jornalista, advogado formado pelas Arcadas e escritor, em seu novo livro, revela ser dono de texto que, em tudo se assemelha ao de um memorialista. Botucatu está de parabéns pelo brilhante filho. E o País vê enriquecida a história pátria, com uma descrição muito bem conduzida sobre o movimento Constitucionalista de São Paulo. Hoje, com tantas ameaças à democracia, algumas veladas, outras bem explícitas, faz bem a leitura "A História da Vitória Política Paulista de 1934"
A homenagem que ora formulo justifica-se pela boa contribuição de Delmanto às letras e à história pátria.
Sala das Sessões, 23 de março de 2010.
Senador ARTHUR VIRGÍLIO"
Voto de Aplauso - Senador ARTHUR VIRGÍLIO

"Caríssimo Armando Delmanto. Eis que recebo meu presente deste Natal de 2009: um exemplar de seu magnífico livro "História da Vitória Política Paulista". Copiando Jânio Quadros...eu Li, de um só fôlego e me seduziu sobremaneira sua ótica "cirúrgica" do capítulo 7, pág. 151: Cenário Político Paulista em 2010. A hora é Agora! Parece que foi concebido e escrito para sintetizar meus "sentimentos políticos". MAGNÍFICO!!! Parabéns e sobretudo mui grato pela gentil e fidalga deferência do exemplar autografado....Mais um tesouro à minha modesta biblioteca TFA Que a PAZ, a HARMONIA e a CONCÓRDIA sejam tríplice argamassa com que se liguem nossas justas aspirações para o ano novo que vem nascendo logo para uma renhida disputa política nacional. Grato, Saúde e Paz. Clóvis de Almeida Martins. Comandante, Professor/Orientador e ex-Venerável da Loja Guia Regeneradora de Botucatu."
Prof. Clóvis de Almeida Martins

"Caro primo. Parabéns pelo livro que realmente estava faltando...A começar da capa, que ficou linda, e do próprio título.
Obrigado, também, pelas referências a papai e ao meu sogro.
Sugiro que você mande um exemplar ao Dr Luiz Antonio Guimarães Marrey – Secretário da Justiça e neto do Marrey Jr. Abraço. Roberto Delmanto. Advogado Criminalista, Jurista e Escritor do Escritório "Delmanto Advocacia Criminal".
Roberto Delmanto - Advogado Criminalista

“Ao Dr Armando Moraes Delmanto, Grato pelo belo livro, que aprovo. Parabéns! Afetuoso abraço. Ives Gandra Martins. Professor Emérito da Universidade Mackenzie, sendo Professor Titular de Direito Constitucional e de Direito Econômico, Preside o Conselho de Estudos jurídicos da Federação do Comércio do Estado de São Paulo e é Membro Efetivo e ex-presidente da Academia Paulista de Letras.”
Prof. Ives Gandra da Silva Martins

“Ao prezado Armando Delmanto. Agradeço o envio de seu livro com sua gentil dedicatória, que levei para inteirar-me dos meandros de nossa história política! Abraços, Ivette Senise Ferreira. Professora Titular e ex-Diretora da Faculdade de Direito/USP e Presidente do Instituto dos Advogados de São Paulo.”
Prof. Ivette Senise Ferreira

“Prezado Colega. Agradeço sensibilizado a remessa de sua obra sobre a história da vitória política paulista de 1934. A sua obra, muito importante, porque lembra inclusive os trabalhos da Constituinte Federal daquele ano. Cordialmente. René Ariel Dotti. Advogado, Professor Titular de Direito Penal da Universidade Federal do Paraná, Membro da Comissão de Reforma do Sistema Criminal Brasileiro e Relator e Revisor do Anteprojeto de reforma do procedimento do júri.”
Prof. René Ariel Dotti

“Prezado Dr. Armando Delmanto. Agradeço a remessa de sua belíssima obra sobre a história de São Paulo. Fiquei particularmente sensibilizado pelo capítulo referente ao meu avô. A família Delmanto teve e tem uma longa folha de serviços prestados ao Estado de São Paulo e ao país e o seu trabalho faz juz a essa tradição de seriedade e dedicação à causa pública. Um abraço. Luiz Antonio Guimarães Marrey – Secretário da Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo.”
Secretário da Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo - Dr. Luiz Antonio Guimarães Marrey

“Caro “quase primo” Armando, Desculpe-me por não haver escrito antes para comentar sobre seu livro. Confesso que li o livro de uma tirada só. Aproveitando um vôo aos Estados Unidos. Gostei muito...achei um trabalho corajoso, você convoca a elite a assumir seu verdadeiro papel na sociedade, visando estender a todos os benefícios da civilização e do verdadeiro desenvolvimento. Por isso sou seu soldado! Será uma luta dura, porque infelizmente o mundo caminha a passos largos para a “idiotização completa”. E é isso que faz luta boa ser lutada!...Um forte abraço. Carlos Antônio Barros Moura. Empresário e Diretor da Associação Comercial do Estado de São Paulo.”
Diretor da Associação Comercial do Estado de São Paulo - Carlos Antônio Barros Moura

“Prezado Armando. Estou encantado com seu livro-resgate sobre a epopéia cívica de 32. Agradeço penhorado a lembrança de meu nome. Continue. Abraços. Antonio Cláudio Mariz de Oliveira. Advogado Criminalista, ex- Secretário da Justiça e da Segurança Pública do Estado de São Paulo e ex-Presidente da OAB/SP.”
Advogado Criminalista - Dr. Antonio Cláudio Mariz de Oliveira

“Caro Dr. Delmanto. Com muita satisfação recebi seu livro, e com orgulho, sua generosa dedicatória .Muito grato. Parece um belo trabalho, justo achar, que terá sim a minha atenção, página rica de nossa história. Com um abraço, com tempero “botucatuense”. Horácio Lafer Piva. Empresário e ex-presidente da FIESP – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo.”
Horácio Lafer Piva. Ex-presidente da FIESP – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo

“Prezado Armando, Sinto-me honrado e muito alegre com sua consideração, ao receber como seu amigo, botucatuense, paulista e brasileiro, a significativa “História da Vitória Política Paulista – 1934”, de sua brilhante autoria, acompanhada de carinhosa dedicatória. Muito obrigado. Parabéns. José Antonio Pinheiro Aranha. Administrador e ex-diretor da Caixa Econômica do Estado de São Paulo”.
José Antonio Pinheiro Aranha

“Prezado Sr. Armando, Agradeço, sensibilizado, o envio do livro que acaba de editar apresentando a “História da Vitória Política Paulista - 1934”. Cumprimento - o pela iniciativa e pelo intenso trabalho de pesquisa desenvolvido. Coloco-me a sua disposição na Presidência do Conselho de Estudos Avançados - CONSEA da FIESP ou na Presidência do Conselho de Administração do CIEE. Abraços, Ruy Martins Altenfelder Silva.”
Ruy Martins Altenfelder Silva - FIESP

“Com muito orgulho, acabo de receber do meu primo Armando, um novo livro de sua brilhante autoria, desta vez contando um pouco da história da brava Gente Paulista, na luta contra a ditadura e em defesa da Democracia e da Constituição. Agradeço ao Armando, pela abnegada e incansável missão de manter viva a história, de Botucatu, de São Paulo, e especialmente da nossa família, verdadeiro berço de bravos patriotas e de exemplos de cidadania. Romualdo Del Manto (advogado) da “Del Manto, Kauffman & Menezes – Sociedade de Advogados”.
Romualdo Del Manto - Advogado

“Delmanto. Sinto-me lisonjeada com sua atenção ao dedicar-me um exemplar de seu livro. Um belo trabalho onde fatos históricos servem de parâmetro e aceno para o futuro, afim de que não se repitam arbitrariedades cometidas no passado. Louvo a importância de sua família na participação desses fatos históricos. Com meus agradecimento, o meu abraço , Jesumina Domene Dal Farra. Professora e escritora.”
Profa. Jesumina Domene Dal Farra

Repercutiu positivamente o lançamento do livro “História da Vitória Política Paulista – 1934”, do advogado botucatuense Armando Moraes Delmanto, lançado no início de 2010. Registrando a história política paulista no período da normalidade constitucional do Brasil, de 1934 a 1937, o livro mostra a realidade vivida pelo país e mostra, principalmente, a realidade vivida pelos paulistas após a Revolução Constitucionalista de 1932. Com uma grande venda de exemplares, alcançou a repercussão esperada. O livro não foi comercializado em livrarias, tendo sido vendido via internet. O autor recebeu inúmeros agradecimentos e mensagens de autoridades, professores, juristas, políticos e amigos:
Livro de Delmanto faz sucesso

“Muito agradeço o gentil encaminhamento de sua obra “História da Vitória Política Paulista – 1934”, cuja leitura ser-me-á de grande interesse e proveito intelectual. Com as saudações acadêmicas de estilo, que compõem a tradição das ARCADAS, nossa “ALMA MATER”, despeço-me cordialmente. Ministro Celso de Mello - Superior Tribunal Federal.”
Ministro Celso de Mello - Superior Tribunal Federal.

“Prezado Dr. Delmanto. Muito agradeço a cortesia de me haver enviado o livro “História da Vitória Política Paulista”. Já havendo tido tempo de um primeiro exame da obra, aproveito para manifestar a minha apreciação. Parabéns pela qualidade do trabalho e pelo espírito patriótico que o move .Com a manifestação de minha estima e consideração, subscrevo-me, Cordialmente. Manoel Gonçalves Ferreira Filho. Professor Titular (aposentado) de Direito Constitucional da Faculdade de Direito/USP, ex-Diretor da Faculdade de Direito/USP e ex-Vice-Governador do Estado de São Paulo.”
Prof. Manoel Gonçalves Ferreira Filho

“Caro Delmanto. Após seu amável e-mail recebi com grande satisfação o seu livro “História da Vitória Política Paulista – 1934”. Além da excelência do importante conteúdo histórico a sua preocupação com a construção da democracia brasileira é extremamente reconfortante por vir a saber que ainda existem paulistas com essa preocupação. Comungo desses pensamentos mas muitas vezes me sinto meio quixotesco. Nas minhas andanças por aí percebo que existem várias pessoas que teriam muito a contribuir porém não o fazem. A necessária e imprescindível organização da sociedade civil para auxiliar os governos a conduzir o processo de desenvolvimento, visto que eles ainda são absolutamente necessários porém não mais suficientes. Uma primeira dificuldade é que não estamos produzindo mais estadistas; a visão dos nossos políticos não vai além de quatro anos. A outra reside no fato que daqueles que poderiam e deveriam participar, metade é funcionário público e a outra metade vive às custas do governo: sobram muitos poucos com a independência necessária para esse mister. Da minha parte continuo acreditando e sempre que possível coloco o meu modesto tijolo nessa imensa construção.Aceite o meu abraço. Júlio Cerqueira César Neto. Professor de Hidráulica (aposentado) da Escola Politécnica da USP, Presidente da Fundação Agência Bacia Hidrográfica do Alto Tietê-Região Metropolitana de São Paulo, ex-Coordenador de Serviços Hídricos do Estado (1976), Diretor Planejamento do DAEE (1983, Membro do Conselho Superior de Meio Ambiente da FIESP.”
Prof. Júlio Cerqueira César Neto

“Caro Confrade Armando Moraes Delmanto. Recebi o “História da Vitória” horas atrás. Já li. Tão interessante, rico de informações, atual e histórico é o que percebi. Tomei várias notas para enriquecer o “Achegas” se houver – comigo- reedições. Fazer História é isso: Coletar a semeadura geral. Por exemplo: os episódios da indústria/loja/Hospital dos Delmanto, votações, cardosismo aí e na área nacional, ensino (Escola Profissional) ganharam espaço nas notas. Mas, confesso, o exemplar que me veio trouxe um exagero que o faz proibido de exibição: a dedicatória. Parabéns a São Paulo, ao ideal democrático, a tantos vultos ilustres e ao ilustre autor. Abraço forte e grato. Hernâni Donato. Escritor, Membro da Academia Paulista de Letras – APL e ex-presidente do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo.” Caro confrade Armando Delmanto. Muito obrigado pelo sábado (dia 20) que me proporcionou. É que reli todo seu livro sobre a “vitória paulista” em 32 e até... o futuro. A pesquisa e a exata, convincente e leve exposição da mesma, entusiasma e agrada. Rendeu-me várias anotações (além daquelas feitas na 1ª leitura). É livro que merece mais que a minha estante. Peço-lhe licença para ofertá-lo à Biblioteca do Centro Sobrigador da Revolução Constitucionalista que leva o meu nome no setor Lapa do MMDC. Parabéns, Hernâni Donato” (22/03/2010).
Hernâni Donato - Membro da Academia Paulista de Letras – APL

“De há muito não nos vemos nem nos falamos, por circunstâncias, quem sabe, fortuitas. Recebi seu belo livro “História da Vitória Política Paulista – 1934” e vou lê-lo com as recordações da infância, sobre a Revolução Paulista de 1932. Minha mãe era de Itapetininga e seus pais, vizinhos de Fernando Prestes, de quem eram compadres. Durante a revolução, grande parte da família se envolveu na luta pela nova Constituição. Meus pais doaram as alianças matrimoniais de ouro e passaram a usá-las de metal prateado. Meu tio, médico cirurgião e professor catedrático da Veterinária da USP, foi médico particular de Júlio Prestes. Em casa, aprendi a ser democrata e antigetulista. E, 1937, meu pai era vereador em Conchas e foi cassado pelo Getúlio. Muito lhe agradeço o envio do livro e dos números da revista Peabiru, estas no decorrer de 2009. Tenho certeza de que, com essa publicação, você vai contribuir e muito para esclarecimentos quiçá obscuros, de um período grandioso da gente paulista. Parabéns e obrigado mais uma vez. José Celso Soares Vieira. Professor, Musicista e Presidente Emérito da Academia Botucatuense de Letras – ABL”.
José Celso Soares Vieira - Presidente Emérito da Academia Botucatuense de Letras – ABL

“Caro Armando, Recebi seu “História da Vitória Política Paulista – 1934”. Ainda não li, mas pretendo fazê-lo brevemente pois, além de tudo, trata-se de assunto que muito me toca. Não conheço obra similar; todas abordam o assunto no contexto de outros eventos, como a própria revolução constitucionalista de 32 ou até como intróito à Constituição de 34. Cumprimento-o pela obra, agradeço-lhe pelo gentil envio e pela bondosa dedicatória. Forte abraço. Walter Paschoalick Catherino. Advogado ex-vereador de Botucatu e Executivo da Administração Indireta do Estado.”
Walter Paschoalick Catherino - Advogado

"Ao jovem amigo Armando M. Delmanto cumprimento cordialmente, agradeço a remessa de "A Juventude: participação ou omissão" e formulo meus melhores votos para o prosseguimento de sua carreira de jornalista e de escritor preocupado com os problemas dos jovens de nosso país. Lucas Nogueira Garcez — Ex-Governador do Estado de São Paulo e Presidente do Diretório Regional da Arena. S.P. 22/08/70".
Lucas Nogueira Garcez — Ex-Governador do Estado de São Paulo

“Amigo Armando. Recebi sua última obra literária “História da Vitória Política Paulista”, gentilmente a mim enviada por você. Parabéns pelo lançamento, aliás muito oportuno, nesta fase política que vive nosso Brasil. Atravessamos uma época negra para a política, pois não há mais respeito às coisas públicas, excesso e desmandos nos gastos públicos, com um único objetivo: permanência no cargo e a manutenção do poder, desprezando os interesses coletivos, usando dos mais torpes golpes morais e econômicos. Essas atitudes fazem com que os jovens fiquem descrentes da política, se afastando cada vez mais do acompanhamento das atitudes de nossos representantes, que abusam dos poderes que lhes foram outorgados, usando de seus mandatos para interesses pessoais, não existindo mais o interesse pelo bem da nação, respeito a filosofia e diretrizes dos partidos, com trocas de legendas, como se tenha sido eleito baseado unicamente pelos seus valores pessoais e não em parte pelos ideais pregados pelos seus partidos. Ao ler o seu livro, resgata-se o idealismo, a luta pela democracia, e o interesse de todos para a manutenção da ordem pública e respeito a legislação. Parabéns mais uma vez, e tenho esperança que os brasileiros acordem, e voltem a lutar pela real democracia, com brasilidade e respeito a coisa pública. Atenciosamente. Fulvio José Chiaradia. Economista, Empresário e Escritor.”
Fulvio José Chiaradia - Empresário

“Antes de tudo, um forte abraço. Sem encontro no tempo, desencontrados no espaço, felizmente presentes na tela mágica da memória. Admirei-me de sua rica produção intelectual, centrada na objetividade da história da nossa Botucatu. Antes que me esqueça: os Partidos Rivais (PRP e PD) festejaram a Chapa Única com grande comício na antiga praça do Espéria (de antigo cinema da rede Peduti, desativado em razão de incêndio). Em nome da juventude discursou Rivaldo Assis Cintra, então cursando o 2º ano do Ginásio Diocesano N.S. de Lourdes. Ficaria muito contente se esse importante (para mim) acontecimento figurasse em sua mais recente obra...” Rivaldo de Assis Cintra. Advogado.”
Rivaldo de Assis Cintra - Advogado

“Caro amigo Delmanto, Recebi e agradeço muito o envio do seu livro HISTÓRIA DA VITÓRIA POLÍTICA PAULISTA 1934. Já o incorporei a minha biblioteca paulista. Parabéns pelo trabalho. Do amigo sempre às ordens. Gilberto Fernando Tenor. Presidente de Honra do Club Philatelico Sorocabano, Secretário da Federação das Entidades Filatélicas do Estado de São Paulo e Membro da Academia Sorocabana de Letras”.
Gilberto Fernando Tenor - Academia Sorocabana de Letras

“A Juventude: participação ou omissão”: Com 118 páginas, o livro traz os principais artigos publicados na coluna diária “A Juventude”, no prestigioso jornal da Capital, “Diário Comércio & Indústria”. Foi durante o ano de 1969 essa experiência jornalística de escrever diariamente temas do dia a dia, reivindicações dos jovens, busca de espaço político, análise dos grandes acontecimentos políticos do mundo, etc. Ao publicar os principais artigos escritos, sempre se busca os temas referenciais, ou seja, busca-se colocar a atividade jornalística como uma formadora de opiniões, uma delineadora de rumos, uma crítica construtiva a favor do aperfeiçoamento da cidadania... Com o livro “A Juventude: participação ou omissão”, foi assim. Nos dizeres escritos na contra-capa, todo o perfil do livro: “A juventude, hoje e urgentemente, tem que se compenetrar de que é a equação e a solução de toda uma problemática. Somente a juventude pode, sem o niilismo da esquerda e a inércia da direita, realizar a missão de soerguimento moral e estrutural da Nação Brasileira, até agora preterido pela ausência e inconseqüência da própria juventude...”AD. Na apresentação do livro, o Prof. Francisco Carlos Sodero, professor de português do Colégio Dante Alighieri, escreu: “O jovem Armando Moraes Delmanto reúne, em livro, uma série de artigos publicados na imprensa paulistana, através do “Diário Comércio & Indústria”. Todos eles pertencem à seqüência “A Juventude”, o que já de início revela suas tendências, suas preocupações, sua problemática. Desarvorada, em grande parte, no mundo todo; guiada por falsos líderes, repetidores de “slogans” insignificativos, a juventude de nossos dias revoluteia pelas praças públicas, à procura de algo que lhe sacie a sede e a fome de verdade e de substância. Suas mais generosas energias, desperdiçam-nas em passeatas reivindicatórias de ninharias, de nugas anódinas. Armando Moraes Delmanto, desde 1963, fundando o “Tribuna do Estudante”, em Botucatu, vislumbrava a necessidade de uma orientação sadia, no sentido de democraticamente satisfatória, para os jovens de sua geração, e, desde essa oportunidade, não esmoreceu. Pelo contrário, ano a ano vem desenvolvendo suas atividades no sentido de procurar a solução dos problemas da juventude, sem o que não haveria base para a estruturação de um pensamento...” E no prefácio, escrito pelo jornalista Paulo Zingg, Presidente da API - Associação Paulista de Imprensa, o retrato da mensagem jovem do livro: “Neste livro, coletânea de artigos escritos em jornais, Armando Moraes Delmanto apresenta o seu depoimento de jovem sobre a juventude. Autêntico, vivido, real, sincero e brasileiro. Não é um alienado, adotando teorias que não encontram guarida nos seus países de origem, nem aceitando valores estranhos para a solução de nossos problemas. Porta-voz de uma geração, homem do interior com vivência política, universitário, Delmanto é, acima de tudo, um revolucionário capaz de mudar de atitude em face dos problemas, como diria Alberto Tôrres, para equacionar os desafios nacionais nas grandes linhas da modernização, da revolução tecnológica e da indispensável democratização da sociedade. E de apontar à juventude os grandes rumos, de desfraldar as grandes bandeiras e de rasgar os grandes horizontes...”
"A JUVENTUDE: PARTICIPAÇÃO OU OMISSÃO" – edição de 1970:

"A Juventude: participação ou omissão”. Querido Armando — Obrigado. Parabéns — Parece um sonho. Mas é uma realidade. O menino de ontem, o jovem de hoje, o homem de amanhã! Parabéns! Continue. Gratíssimo. O Senhor o ilumine e lhe dê coragem sempre. Seu velho amigo arcebispo. Frei Henrique Golland Trindade. Btu. 29/09/70”.
Dom Frei Henrique Golland Trindade - Arcebispo Metropolitano de Botucatu

"Prezado Armando. Ao meu ex-aluno e hoje amigo agradeço as provas de consideração e respeito que tem me dado enviando-me regularmente o "Vanguarda" e agora o seu livro "A Juventude: participação ou omissão". Como professora sinto-me plenamente realizada diante do que você está fazendo pelos jovens, pelo Brasil e pela humanidade. Embora tenha contribuído com multo pouco para sua formação, um ano somente, muito me envaideço de tê-lo na conta de meus ex-alunos Que este entusiasmo jovem e sadio contagie os bons e os leve a grandes empreendimentos para o bem da humanidade, grandeza de nossa Pátria e orgulho de nós, os velhos, que participamos dos seus ideais. Com toda admiração, os meus agradecimentos. Profa.Jair Conti. Btu. 21/06/70".
Profa.Jair Conti

“O botucatuense e acadêmico Dr. Armando Delmanto é um sincero e fiel minerador da nossa crônica histórica. Este terceiro volume de sua obra inteiramente dedicada a Botucatu é uma coletânea de “Memórias” que ele reuniu através da pesquisa nos arquivos os mais remotos à atualidade mais recente, fazendo do aparente anacronismo destas páginas um canto de amor telúrico, momento aprazível ao Leitor também apaixonado desta terra e de sua gente. Desfilam aqui, como num retrospecto saudosista figuras, fatos, conquistas, acontecimentos passados, contemporâneos, atuais que reavivam na memória de todos, lances verdadeiramente heróicos que muito dizem de nosso povo, da nossa riqueza, da nossa cultura, enfim, da nossa história. ´É um esforço nobre do Autor que através das personagens, dos fatos relatados, das épocas citadas nos oferece um pouco da nossa vida social, da Política, do nosso Desenvolvimento, da Educação e do nosso Progresso...” (Prefácio/Elda Moscogliato/1990)
Comentários sobre os outros livros de Delmanto - "TRILOGIAS DAS MEMÓRIAS DE BOTUCATU" (3 volumes) - "Memórias de Botucatu I"- 1ª. edição-19

“É verdade que tenha sido bastante citado em razão do livro “Achegas para a História de Botucatu”. De agora em diante terei que citar, em certas oportunidades, o Armando Delmanto de “Memórias de Botucatu”. Valiosas as suas pesquisas. Quero confiar que elas não se limitem ao agora publicado mas que se ampliem em assuntos e se aprofundem na meticulosidade apresentada. Quanto à forma, há muito é sabido ser você um – senão o – mais correto manipulador do nosso castigado idioma. Fui a uma reunião do CEHIS – Centro de Estudos Históricos e o presidente fez a apresentação do seu livro. Fui à reunião da Academia Paulista de Letras e o Diretor Bibliotecário fez o mesmo. Já se vê que também a distribuição está funcionando bem. Leve, por favor, meus cumprimentos ao capista.” (escritor Hernâni Donato-Membro da Academia Paulista de Letras e ex-Presidente do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo/Jornal de Botucatu/22/06/1990).
Hernâni Donato - Academia Paulista de Letras

“É sempre grato lermos algo que nos conduza ao passado e ao presente de nossa terra natal. Tudo isso alicerça o futuro e a nós cumpre alertar as gerações que estão nos sucedendo, que devem receber o bastão a fim de que a memória de nossa terra – muitas vezes omissa e distorcida – possa ser preservada para todo o sempre. Você está contribuindo com seu livro para esse trabalho. Nossos parabéns.” (Prof. Oswaldo Minicucci/Jornal de Botucatu/22/06/1990).
Prof. Oswaldo Minicucci

“Ignorava as origens, as raízes de Botucatu e o alentado depoimento esclareceu-me muitas dúvidas sobre os ciclos que o destino traçou. Não obstante eu não ser filho desta cidade, aqui radicado muito a estimo. Não se pode ficar indiferente ao solo em que vivemos, pois dele recebemos os haustos que retemperam a vida. Analisei todos os seus detalhes e francamente apenas um gigante e dinâmico trabalhador poderia produzir tão fecunda obra. O entusiástico abraço deste octogenário que ainda contempla o céu deste rincão, achando que a vida, apesar de seus percalços, traz intensas alegrias...” (Paschoal Laurival De Luca(Nenê De Luca)/Jornal de Botucatu/22/06/1990).
Paschoal Laurival De Luca (Nenê De Luca)

“Memórias de Botucatu 2”- edição de 1993: “Li “Memórias de Botucatu 2” de ponta a ponta, com muito prazer e proveito. Sou dos que gostam do gênero desses seus trabalhos. No caso particular, por se tratar de Botucatu e envolver instituições e pessoas que me mereceram sempre a maior consideração. Muitos personagens destas suas memórias foram ou ainda são de meu relacionamento e estima pessoal. Cumprimento-o por mais este serviço prestado à memória de Botucatu, que diz respeito à memória de São Paulo e do Brasil, com o mérito de fazer justiça, mantendo no coração do povo personalidade, vida e obra de cidadãos prestantes, a serviço do bem comum. Agradeço-lhe as citações de meu nome, como Secretário de Estado da Educação, no Governo Carvalho Pinto, ligado, assim, através da criação da Faculdade de Medicina, à sua terra e à sua gente, na qual contei, desde a adolescência, como conto ainda, com amigos de sempre. Fraterno abraço solidário do, Sólon Borges dos Reis (Vice-Prefeito de São Paulo e Secretário Municipal da Educação, tendo sido Secretário Estadual da Educação na criação da Faculdade de Ciências Médicas e Biológicas de Botucatu – FCMBB/Jornal de Botucatu/06/10/1993).).
Prof. Sólon Borges dos Reis (Vice-Prefeito de São Paulo)

“Recebi sua publicação sobre a nossa terra e agradeço-lhe a lembrança. A bi-memória de Botucatu, original e estética sem se descuidar dos aspectos tecnocientíficos, revela o seu talento literário, marcado desde os anos escolares, dos quais fomos participantes, como professor. Botucatu é uma cidade sui-generis, atípica, na concepção freudiana, pois ela cativa, atrai, envolve, prende, vela, enfaixa e protege seus filhos, sem abafá-los. Você teve o condão de esquadrilhar a sua história nos escaninhos da antropologia social e vivência humana. Está você compondo o tabuleiro rico e colorido, emotivo e emoldurado, das estórias da nossa História. Parabéns e esperamos o tri.” (Prof. Agostinho Minicucci, educador e escritor/Jornal de Botucatu/06/10/1993)).
Prof. Agostinho Minicucci

“Recebi o seu delicioso “Memórias de Botucatu II” e devoreio-o em uma sentada. Nada mais posso dizer além do que já foi dito, faltariam-me adjetivos. Espero, para deleite de todos nós, que você não pare por aí. Parabéns! Afetuoso abraço.” (Dr. Sebastião de Almeida Pinto Filho/Jornal de Botucatu/06/10/1993).
Dr. Sebastião de Almeida Pinto Filho

“Muito obrigado pelo exemplar do “Memórias de Botucatu 2”. Estava ansioso para lê-lo mais uma vez convocando esses vultos memoráveis. Um poder – e grande – aos que cultivam a História é o de poder fazer justiça...ao que estava esquecido. Principalmente aos que praticam essa História-cronicada em que você se desenvolve muito bem. Que fartura de informações, quantas ilações nos pequenos anúncios no “Jornal de Notícias” e na “Folha de Botucatu” que você reproduziu às págs. 78-1 e 78-2. Deu-se conta? Leio na crônica da Elda, na “A Gazeta” que me chega hoje, a morte de duas notáveis (e minhas professoras): dona Ziza e dona Eunice. Merecerão figurar no seu “Memórias 3”... Pág. 45: “Porquê a cidade, etc...”A verdade é que os líderes políticos e sociais, no 1º momento, gelaram o pedido da Faculdade de Medicina. Não acreditaram...Se a cidade queria uma Faculdade, pleiteariam a de Direito. Fácil, sem instalações, etc. Houve reunião no Gabinete do Emílio. Estudantes ( não guardei os nomes, 2 ou 3, o Faraldo, eu). Seria medicina ou nada...O Jânio ajudou e muito. Quando a idéia enraizou, os políticos acorreram. Isso é fato. Ainda vejo o Faraldo aos gritos! Falaremos mais. Obrigado. (Hernâni Donato - Membro da Academia Paulista de Letras e ex-Presidente do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo/Jornal de Botucatu/06/10/1993).
Hernâni Donato - Academia Paulista de Letras

“Recebi o exemplar do livro “Memórias de Botucatu 2”, de sua autoria, com sua gentil dedicatória. Quero agradecer a amabilidade de sua oferta, cumprimentá-lo pelo referido trabalho. À oportunidade peço que aceite minhas cordiais saudações.” (Antonio Ermírio de Moraes - Superintendente do Grupo Votorantim/Jornal de Botucatu/06/10/1993).
Antonio Ermírio de Moraes - Empresário

“Recebi o exemplar do livro “Memórias de Botucatu 2” que teve a gentileza de me enviar, bem como sua amável referência ao meu avô Comendador Pereira Ignácio. Grato por sua atenção, aceite meus cumprimentos e votos de muito sucesso. Atenciosamente. José Ermírio de Moraes Filho (Presidente do Grupo Votorantim).
José Ermírio de Moraes Filho - Empresário

“Muito agradecido por sua carta e pelos 2 volumes de Memórias de Botucatu. Vou ler esta obra com interesse...Estou lhe remetendo, em anexo, o livro “Contribuição para a História da Ciência no Brasil”, no qual reuni vários artigos, a maioria publicados em “O Estado de S. Paulo”. Agradecendo as referências de especial apreço a meu pai em sua carta e em seus livros, subscrevo-me atenciosamente, Osvaldo Vital Brazil (filho de Vital Brazil).
Osvaldo Vital Brazil - Cientista

“Estou encantado com o convívio de suas Memórias de Botucatu. Guardo de sua cidade a melhor das lembranças quando fui hóspede de Paganini e de Agnelo. Botucatu de Alcides Ferrari, Rafael Ferraz de Sampaio, Alceu Maynard de Araújo, Ibiapaba Martins, Francisco Marins, Hernâni Donato, Armando Delmanto e tantos outros amigos, é hoje poesia no coração do poeta. Ainda há pouco, recordava com Laudo Natel o encanto das noites de sua cidade e o carinho de sua gente. Um abraço muito grato do seu irmão em Arruda Camargo e Ibrahim Nobre. Paulo Bomfim (da Academia Paulista de Letras, considerado o Príncipe dos Poetas Brasileiros).
Paulo Bomfim - Academia Paulista de Letras

“Armando.Permita-me chamá-lo assim, porque você tem idade para ser meu filho. Gostei muito do livro “Memórias de Botucatu”. Lembrei-me de várias coisas e pessoas que você citou com tanta nitidez. A homenagem a meu pai, prestada nesse livro, deixou-me comovida e saudosa. Ele adorava Botucatu, não permitia que se falasse uma palavra que a prejudicasse. Tenho um neto estudando aí, Zootecnia. Parabéns pelo seu trabalho. Lourdes Ferrari Porchat (filha do Des. Alcides de Almeida Ferrari, Patrono do Fórum de Botucatu e ex.Presidente do Tribunal de Justiça do Estado).
Lourdes Ferrari Porchat

MOÇÃO DE CONGRATULAÇÕES “Apresentamos à Mesa, ouvido o Colendo Plenário “MOÇÃO DE CONGRATULAÇÕES E APLAUSOS” para com o escritor e advogado ARMANDO MORAES DELMANTO, pelo lançamento glorioso do livro “Memórias de Botucatu 2”, resgatando, mais uma vez, a memória de nossa cidade e eternizando a história de nosso povo. No livro “Memórias de Botucatu ” – volume 1 – Armando Moraes Delmanto aborda com profundidade e conhecimento a parte institucional de nossa cidade, porém, no volume 2, lançado no último dia 23 de julho, o talentoso escritor relata com riqueza de detalhes a história da Medicina de Botucatu, que é a grande responsável pelo desenvolvimento cultural e industrial do Município.” “de autoria do Presidente da Câmara Municipal de Botucatu, Vereador Fernando Carmoni e aprovado por unanimidade dos Senhores Vereadores/Jornal de Botucatu/06/10/1993).
MOÇÃO DE CONGRATULAÇÕES - Câmara Municipal de Botucatu

“...No primeiro volume das “Memórias”, o escritor abordou mais a parte institucional da cidade, como a origem do nome, do povo e das imigrações. O volume II é uma continuidade e procura abordar com riqueza de detalhes a história da medicina em Botucatu. ...O autor tenta mostrar que a medicina está diretamente ligada a Botucatu em cada etapa, em cada fase de sua história. Cita a UNESP, a Misericórdia Botucatuense, os principais Centros de Saúde e, principalmente, suas dificuldades para viabilizar sua implantação no município. Ele coloca essas instituições como sendo as grandes responsáveis pelo desenvolvimento cultural e industrial da cidade; e não se esquece de lembrar os nomes daqueles que trabalharam por essas conquistas. ...Para elaborar as mais de 200 páginas que são ilustradas com 34 fotos, Delmanto pesquisou durante três anos a medicina de Botucatu... ...O escritor, que faz das suas obras um universo de pesquisas, afirma que ainda há muito o que falar desta terra: “Muitos fatos marcantes ficaram sem registro, esquecidos no tempo. Isso dificulta as pesquisas. Por isso seria interessante que se criasse um arquivo histórico da cidade de Botucatu”, sugere.” (da reportagem especial do “Correio da Serra” (hoje, Diário da Serra), de autoria do jornalista Quico Cuter/Correio da Serra/18/07/1993.
Quico Cuter - Correio da Serra

“As razões sempre foram as mesmas: amor e prazer no que faz. Assim, há muitos anos que escrever virou uma das paixões obsessivas de Armando Moraes Delmanto. O primeiro livro aconteceu em 1970 – “A Juventude: participação ou omissão”. Vieram: “Crônicas da Minha Cidade”, em 1976, “Constituinte”, em 1981, “O Sonho não Acabou”, em 1988 e “Memórias de Botucatu” em 1990. No próximo dia 23, às 20 horas, no Centro Cultural, mais um: “Memórias de Botucatu 2”... Definitivamente o autor segue a vocação de Hernâni Donato, com o “Achegas para a História de Botucatu” e do saudoso Sebastião de Almeida Pinto, com “No Velho Botucatu”, que são verdadeiros cultos ao torrão natal...” (Renato Vieira de Melo, cronista e professor/Correio da Serra/18/07/1993).
Prof. Renato Vieira de Melo

“O tempo, na sua inexorável infinitude, marca a vida humana num compassar ininterrupto, e o homem, na sua complexa inteligência, tenta mensurá-lo, para sentir-lhe o perspassar contínuo. Situar-se perante ele, pois, é o sentir-se com envaidecida plenitude no mundo. Armando Delmanto, brilhante historiador das coisas do tempo de Botucatu, vem procurando resgatar fatos históricos de nomeada importância para a nossa vida cultural e, ao lançar, “Memórias de Botucatu 2”, transporta-nos para um passado de nossa gente que ajudou a construir o presente desta terra querida, numa perspectiva realística do futuro.” Prof. José Celso Soares Vieira – Presidente da Academia Botucatuense de Letras/Correio da Serra/18/07/1993.
José Celso Soares Vieira – Presidente da Academia Botucatuense de Letras

“O Armando Delmanto sempre se preocupou com as coisas de Botucatu. Desde o seu tempo de Ginásio Diocesano (hoje, La Salle), quando lançou a “Tribuna do Estudante”. Depois disso, muito tem feito para que o passado de Botucatu não se perca no esquecimento. Faz muito bem. É preciso que os que vierem saibam de nossa história. E é uma história rica de personagens e fatos. É uma história de heróis. Não de heróis que colocaram armas nas mãos, mas de heróis que enriqueceram nossa cultura e fizeram Botucatu respeitada e admirada. Parabéns, Armando! Botucatu precisa de gente como você. Botucatu precisa de pessoas que amem esta terra e não queiram vê-la esquecida. Que a rica memória de Botucatu fique mais enriquecida com suas palavras.” Bahige Fadel, educador, escritor e Membro da Academia Botucatuense de Letras/Correio da Serra/18/07/1993.
Prof. Bahige Fadel

“Armando Moraes Delmanto volta à carga com seu livro “Memórias de Botucatu 2”, para resgatar a história da gente botucatuense. Ao lado dos grandes nomes literários desta terra preocupados com o mister, Armando se destaca por sua vivacidade e leveza de estilo que a todos agrada. Oxalá sua obra atinja não apenas o público adulto – que já lhe é fiel – mas também a nossa juventude, tão carente de conhecimentos sobre sua própria terra. Que o sucesso desse lançamento lhe sirva de estímulo para outros tantos são meus sinceros votos.” José G. L. Lopes, educador, poeta e Membro da Academia Botucatuense de Letras/Correio da Serra/18/07/1993.
Prof. José Geraldo Luiz Lopes

“Sempre fui favorável ao ensino da história local e institucional em todos os níveis de ensino, pois não há como refletir sobre as experiências do passado, para bem conduzir o presente e prever situações futuras. É de conhecimento geral que o dr. Armando Delmanto irá lançar, em breve, novo e bem documentado estudo histórico local, enfocando episódios interessantes de Botucatu, hoje. Tal notícia não pode deixar de alegrar toda a comunidade botucatuense e de modo singular seus colegas da Academia Botucatuense de Letras, da qual o dr. Delmanto é membro atuante. Ao lhe antecipar meus parabéns, faço votos que o gesto do dr. Armando Delmanto – nova página aberta nos gloriosos capítulos elaborados pelos ilustres historiadores clássicos desta região – seja estímulo para novas pesquisas, descoberta de novos documentos e composição de novos estudos para sempre melhor conhecimento desta Pátria local, tão querida e amada.” Dom Vicente Marchetti Zioni – Arcebispo Emérito de Botucatu e Membro da Academia Botucatuense de Letras/Correio da Serra/18/07/1993.
Dom Vicente Marchetti Zioni – Arcebispo Emérito de Botucatu

“MEMÓRIAS DE BOTUCATU 3” – edição de 2000: “Retornei hoje a São Paulo depois de um descanso necessário. Cheguei no aniversário de São Paulo, com muita saudade de Botucatu. Na correspondência encontrei o presente de uma jóia – “Memórias de Botucatu III”. Corri os olhos ansioso e pude notar numa vista rápida que o livro deveria chamar-se “A Bíblia de Botucatu”. Ele é um misto de alta literatura, científica, histórica, modelo de pesquisa, calendário de projetos, antologia de vultos históricos, sociologia psicológica de um povo, poema de uma cidade, geografia comunitária, um projeto de História da Educação de Botucatu, enciclopédia de vultos históricos e, sem dúvida, o roteiro político da continuidade do progresso de uma cidade que nasceu com perfil de gigante para não ficar eternamente deitado. Você teve o dom de reunir séculos com estórias e histórias. Volto a dizer que o Delmanto é Botucatu, ou melhor, Botucatu é Delmanto. Preciso ler o “Memórias III” com mais vagar e sentimentos e essa leitura só pode ser feita na terra do Peabiru, isto é, a pátria do Delmanto. Agradeço-lhe, como sempre, as suas referências ao meu nome. Um abraço amigo do, Agostinho Minicucci, educador e escritor/ Almanaque Cultural de Botucatu/2000).
Prof. Agostinho Minicucci

“Começo melhor para o ano 2000 no campo histórico-cultural não poderíamos ter em Botucatu. Obrigado pelas “Memórias III”. Modo original de fazer História juntando o documento e a sua análise. Li-o, apenas retirado do envelope. Continue. Parece-me que mudaram o nome do aqüífero para Aqüífero MERCOSUL. É isso? E o “um inglês nascido em Botucatu”? Não se adiantou na pesquisa? O Paulo Henrique conseguiu algo? Na Inglaterra é que está a solução do enigma. Há décadas cheguei a esboçar um romance “A Fazenda” que não sendo a do Conde, seria aquela. O antigo editor Diaulas Riedel, menino-jovem passou ali férias de verão e com entusiasmo e minúcias, descreve-a. A Condessa, idosa, mantinha quiosque no Boi de Bologne no qual, no inverno, oferecia café brasileiro. De certo, da fazenda. Imagine escravos abrindo picada, do Porto Martins à fazenda e transportando ardósias francesas, veludos italianos, mudas de pinho de Riga, piano alemão para a casa sede. Boa tarefa será um volume – elaborado sem pressa – para a tal casa, a mais importante da região. Abraço, obrigado, Hernâni Donato, Membro da Academia Paulista de Letras e ex-Presidente do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo/Almanaque de Botucatu/2000.
Hernâni Donato - Academia Paulista de Letras

“Mal recebi e já mergulhei na leitura das “Memórias de Botucatu III”. Como sempre, você consegue aliar à pesquisa uma linguagem coloquial, o que torna a visão de nossa história ainda mais agradável e atraente. Fiquei emocionado com os detalhes da construção do nosso primeiro arranha-serra (bela expressão). As memórias do menino botucatuense misturam-se aos dados fornecidos pelo historiador. Como uma personagem do “Armacord”, também eu sempre imaginei a boate do Peabiru como palco de festas suntuosas e de encontros fortuitos. E, em minha cabeça, padres furibundos barravam o meu sonho felliniano. O Lawrence é material para novela! Que história mais fantástica. E fiquei comovido ao ver a foto da casa da Sra Leandro Dupré. Quero saborear cada página, pois sei que aprenderei muito com essa leitura. Mais uma vez você contribui, de forma incisiva, para que Botucatu não perca a sua identidade, e para que nós tenhamos muito orgulho desta cuesta.” Alcides Nogueira, escritor e dramaturgo/ Almanaque Cultural de Botucatu/2000.
Alcides Nogueira - Dramaturgo

“A Academia Botucatuense de Letras vem, através deste, congratular-se com V.Sa. pelo sucesso no lançamento do livro “Memórias de Botucatu III”, no início deste ano. Manter a história de nossa gente viva na memória dos mais velhos e fazê-la nascer na mente dos jovens é ato digno e louvável perante a Cultura. Continue sendo o elo entre o passado e o presente para manter vivo o futuro.” José Celso Soares Vieira – Presidente da Academia Botucatuense de Letras/ Almanaque Cultural de Botucatu/2000.
José Celso Soares Vieira – Presidente da Academia Botucatuense de Letras

“Agradeço a delicadeza do seu terceiro livro sobre “Memórias de Botucatu”. Meus parabéns. Comecei a lê-lo. Continue a usar sua pena, produzindo obras maravilhosas. Abençô-o.” Dom Antonio Maria Mucciolo – Arcebispo Metropolitano de Botucatu/Almanaque Cultural de Botucatu/2000.
Dom Antonio Maria Mucciolo – Arcebispo Metropolitano de Botucatu

O advogado Armando M. Delmanto lançou a CLT em tamanho menor para mais fácil e melhor manuseio, obtendo grande receptividade no meio jurídico. Organizador da “Consolidação das Leis do Trabalho”, da “Coleção de Leis Rideel” - Série Compacta, edições de 1996/97/98, proporcionou uma excelente e prática edição da CLT aos que militam na área jurídica e aos acadêmicos de direito em geral - 666 págs. - 1996/97/98.
CLT – CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO – EDIÇÕES DE 1996/97/98

“As Leis Trabalhistas Se é verdade que no cenário jurídico do Brasil despontam valores expressivos, não menos verdade é a carência de livros práticos e objetivos, em que a didática assuma especial relevo, como elemento fundamental ao estudo e sistematização do Direito. Orientando sua intensa atividade intelectiva no sentido de fornecer aos advogados diretrizes que lhes possibilitem assimilação segura, o bacharel Armando Moraes Delmanto brinda-nos, em mais essa oportunidade, com obra inequivocamente valiosa, em que põe em prática seu espírito sensível e sua notável didática. Obra especial, dedicada antes de tudo aos acadêmicos de Direito e aos que militam na área jurídica, o livro CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) haverá, por certo, de alcançar magnífica receptividade, oferecendo inclusive, excelente subsídio a outras áreas como Administração de Empresas e Sindicalismo. O organizador da obra, Armando Delmanto, de tradicional família botucatuense, bacharel em Direito pela Faculdade do Largo de São Francisco da USP, sempre atuou, profissionalmente, na advocacia empresarial, especialmente na área trabalhista, o que motivou a Editora Rideel Ltda. a convidá-lo a organizar o referido trabalho jurídico. Esta obra é uma síntese atualizada de todo o Direito do Trabalho, já que o texto da CLT tem sofrido constantes alterações ao longo de sua existência. Soube o autor de “Memórias de Botucatu”, selecionar cuidadosamente a legislação inovadora. O dinamismo do autor possibilitou organizar um conteúdo jurídico de fácil consulta o que nos leva a crer que é obra fadada a grande sucesso, e que, por isso mesmo, facilitará a vida de universitários e profissionais liberais”. Olavo Pinheiro Godoy – Escritor e Presidente do Centro Cultural de Botucatu/revista Peabiru nº 08, de março/abril de 1998.
Olavo Pinheiro Godoy – Presidente do Centro Cultural de Botucatu

Coletânea de artigos publicados no jornal “Vanguarda de Botucatu” (1970/1980), de vários autores, sob a coordenação de Delmanto. O “Jornal Jovem para a Nova Botucatu”., era o lema do Vanguarda. Teve a colaboração de grandes personalidades de nossa cidade e revelou inúmeros jovens para o jornalismo e a literatura. Alcides Nogueira - conceituado dramaturgo - teve suas primeiras crônicas publicadas no jornal. Prefácio do escritor Francisco Marins - 83 págs. – 1988
"O SONHO NÃO ACABOU" – edição de 1988

“...Vanguarda, o periódico sobre o qual nos incumbe falar, apareceu em 1970, com um programa definido e, como toda obra de moços, a alardear vanguardismo, que nascia do próprio nome e da esperança dos jovens que a criavam. Enfatizou, desde logo, o seu propósito cultural e passou a colher e estimular crônicas, artigos, poesia e matéria literária, dando incentivo, também, a autores iniciantes. Procurava interpretar o espírito de uma geração e apontar caminhos. Feitura gráfica razoável para a época e até com duas cores de impressão. Textos artesanalmente trabalhados. Boa revisão. Alguns avanços de crítica político-social... Tudo isso fez que o milagre da sobrevivência se realizasse por uma década, quando o rol de novas publicações indica vida curtíssima para a maioria dos títulos. Armando Delmanto, idealizador e mola propulsora de Vanguarda, descendente de velho tronco de militantes da nossa imprensa e da vida política de nossa cidade como Dante, Aleixo, Antônio e Osmar, ao avaliar o desempenho daquele órgão, diz hoje, com o mesmo entusiasmo “o sonho não terminou”. Com coragem e fibra, Delmanto reafirma que valeu a pena lutar e que, mesmo sem barretadas à política partidária, é possível ir-se à frente, embora os nomes dos órgãos jornalísticos passem a ser outros. Nós porém, lembramo-nos da sentença latina: “Ad augusta – per angusta...” (do prefácio do livro, de autoria do escritor botucatuense Francisco Marins, Presidente Emérito da Academia Paulista de Letras).
Francisco Marins - Presidente Emérito da Academia Paulista de Letras

A abertura política brasileira começou a desenhar-se no ano de 1977, quando a resistência ao regime militar encontrou, mais uma vez, nas tradicionais Arcadas do Largo de São Francisco (Faculdade de Direito da USP) o seu grito de resistência. O lançamento da “Carta aos Brasileiros”, em agosto/77, cuja elaboração foi coordenada pelo Professor Goffredo da Silva Teles, defendia com intransigência a convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte como única forma de sair do impasse político-institucional brasileiro. Esse importante documento foi assinado, em seu primeiro momento, por 93 juristas. Delmanto apos sua assinatura de apoio na sede do Centro Acadêmico XI de Agosto. O lançamento do livro “CONSTITUINTE – O Que Todo Brasileiro Deve Saber Sobre A Assembléia Nacional Constituinte”, em 1981, de autoria do advogado Armando Moraes Delmanto, obteve ampla cobertura da imprensa e representou um marco positivo na divulgação e explicação da CONSTITUINTE. Com prefácio do escritor Fernando Morais e com uma distribuição dirigida às principais lideranças políticas do país, o livro Constituinte foi um sucesso. Em seu prefácio intitulado “A Saída, Onde Está a Saída?”, Fernando Morais destacava: “Em meio à peregrinação que venho fazendo por incontáveis cidades do interior do Estado de São Paulo em defesa da convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte, recebo como um prêmio – e como um estímulo – este convite do companheiro Armando Delmanto para prefaciar seu livro sobre o tema. O livro, estou certo, pode ser entendido desde já como mais uma poderosa contribuição à cruzada que os democratas brasileiros vêm sustentando em prol não de uma Constituinte, mas da Assembléia Nacional Constituinte, soberana e livremente eleita pelo povo. A obra se reveste de valor especial quando se sabe de que lavra vem, Armando Delmanto é um combativo político de Botucatu, em São Paulo, um jovem que publicamente se recusou a compactuar com a corrupção que corrói as tripas desta país. Seu livro representa, sem dúvida, um importante esforço para divulgar, de maneira acessível e didática, sem os rebuscos elitistas da retórica, uma concepção coerente, democrática e popular de como reorganizar o Poder em nosso País, de modo a que este seja conduzido por seu legítimo soberano, o povo brasileiro...” No livro, Delmanto incorporou o texto da “Carta aos Brasileiros” para uma maior divulgação dos postulados do Estado de Direito. Da mesma forma e com o objetivo de ampliar os valores defendidos pela Constituinte, o autor também reproduziu, na íntegra, a Declaração Universal dos Direitos do Homem, importantíssimo documento elaborado pelos representantes das Nações Democráticas, assinado em Paris em 10.12.1948.
"CONSTITUINTE: o que todo brasileiro deve saber sobre a Assembléia Nacional Constituinte"- edição de 1981

“Crítica feita no jornal Folha de São Paulo , de 03/05/81, sob o título “A Constituinte ao Alcance de Todos”, de autoria do jornalista e escritor Ricardo Kotscho: “Constituinte”, de Armando Moraes Delmanto (Edições Populares), mostra a necessidade da convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte, livre e soberana, como única forma (pelo menos agora) de sepultar o regime autoritário implantado no Brasil há 17 anos. O principal objetivo do livro é apresentar a questão de forma simples e didática para que todo brasileiro possa discutir “essa tal de constituinte” de que tanto se fala. Delmanto não coloca a Constituinte como a solução para todos os problemas brasileiros , mas dá ênfase à prioridade da sua convocação como instrumento para ampliar a liberdade de organização em todos os níveis. Mostra, também, como seria um poder legitimamente constituído.R.K.”
Ricardo Kotscho - Crítico do jornal "Folha de São Paulo"

“Cumprimentos sua lúcida e erudita obra “Constituinte”. Li atentamente com real proveito. Do admirador reconhecido pelas palavras de estímulo”. Deputado Ulisses Guimarães em 29/05/81 (Presidente Nacional do PMDB e, posteriormente, presidente da Assembléia Nacional Constituinte/88).
Deputado Federal Ulisses Guimarães - Presidente da Assembléia Nacional Constituinte/88

“Por iniciativa do Deputado José Yunes, a Assembléia Legislativa de São Paulo aprovou, por unanimidade, um requerimento de saudação à Armando Moraes Delmanto. Referindo-se à obra, em certa parte o requerimento destaca: “Com rara felicidade, aponta o autor o contraste existente em nossa sociedade através do distanciamento econômico-social enorme que há entre seus membros, distanciamento este, aliás, que começa a ganhar proporções alarmantes. Apregoa por fim, o diligente vereador de Botucatu, a necessidade da convocação de uma Constituinte para, através da manifestação do Poder Soberano, ser reformulada a Ordem Jurídica, Econômica e Social Brasileira...”
Deputado Estadual José Yunes

“Li, com crescente entusiasmo, a sua obra “Constituinte”, que recebi com sua atenciosa dedicatória. Não posso, por um dever de justiça, deixar de apresentar-lhe meus cumprimentos pelo excelente trabalho, didático, enxuto, mas que traz espelhado o brilho de sua cultura e o vigor de seu idealismo em defesa da causa de toda a Nação Brasileira, que clama pelo restabelecimento pleno de seus direitos e de suas garantias sociais através de uma Assembléia Nacional Constituinte. Esse é o caminho que todos nós buscamos e o seu trabalho representa uma valiosa e patriótica contribuição para a conscientização popular. Parabéns!” Deputado Luiz Máximo- líder da Bancada do PMDB na Assembléia Legislativa. S.P. 29/04/81.( ao depois , no PSDB ,elegeu-se presidente da Assembléia Legislativa Paulista).”
Deputado Estadual Luiz Máximo

“Recebi seu excelente e significativo trabalho sobre Constituinte. Louvo obra e agradeço sua amável dedicatória cumprimentando bravo, coerente e consciente estudioso. Abraços.” Senador Pedro Simon- PMDB (posteriormente, governador do Rio Grande do Sul).”
Senador Pedro Simon

“Agradeço prezado companheiro envio excelente livro “Constituinte”. Muito didático e, creio, contribuirá para a cruzada da Constituinte. Saudações.” Deputado Alceu Collares, líder do PDT.(ao depois, prefeito de Porto Alegre).”
Deputado Federal Alceu Collares

“Ao prezado amigo e colega Dr. Armando Delmanto, acusando o recebimento de seu trabalho intitulado “Constituinte”, agradeço essa lembrança amável, bem como a gentil dedicatória, felicitando por mais esta publicação, prova incontestável da sua inteligência fértil e capaz. Com um abraço do Manoel Pedro Pimentel – Professor Catedrático da Faculdade de Direito da USP (ex-Secretário da Justiça e da Segurança Pública do Estado)”
Prof. Manoel Pedro Pimentel

“Armando. Li, de um só fôlego, o seu “Constituinte”. A identidade de idéias é tal, que me parecia tê-lo escrito. Não sei o que Deus me reserva, mas se chegar ao Governo, irei buscá-lo, sem escusas. No opúsculo está tudo. Síntese magnífica! Disse-lhe - lembra-se ? – que há pouco sobre a matéria. É uma espécie de “O Capital”, do qual todos falam, mas...poucos leram... Assim, é a Constituinte! Parabéns. Você tem em mim um admirador incondicional. Do Jânio Quadros – 08.VI.1981.” “Armando. Nossa idéias se casam, e são fundamentais. E a Constituinte, por exemplo. Você não poderia mandar-me o opúsculo? A sugestão do “jornal” está aceita. Com o seguimento natural da nossa e da política externa. Eloá e eu mandamos um abraço, extensivo à família. Do Jânio Quadros – 12.X.1981”. (ex-Prefeito de São Paulo, ex-Governador de São Paulo e ex-Presidente da República).
Jânio Quadros - ex-Prefeito de São Paulo, ex-Governador de São Paulo e ex-Presidente da República

O livro é uma coletânea de crônicas referentes à cidade de Botucatu: sua gente, suas coisas, seus problemas, suas perspectivas... Publicadas no jornal “Vanguarda de Botucatu”, durante o ano de 1970 - 110 págs. – 1976. Faz uma abordagem das Instituições Sociais da cidade, além de dar destaque às grandes batalhas travadas pelo desenvolvimento e progresso de Botucatu.
"CRÔNICAS DA MINHA CIDADE" – o Livro de Botucatu – 1976

“Caro Delmanto: Foi com satisfação que recebi o livro de sua autoria “Crônicas da Minha Cidade”, Agradeço a sua amável lembrança e cumprimento-o pela feliz idéia. Cordialmente. Prof. Manoel Gonçalves Ferreira Filho – Vice Governador do Estado de São Paulo – (jornal “Vanguarda de Botucatu”/set./1976)”.
Prof. Manoel Gonçalves Ferreira Filho – Vice Governador do Estado de São Paulo

“Armando: - Você comprova a expectativas que eu tinha a seu respeito como estudante: - dinâmico, realizador e democrata até à medula. Você tem o vírus da democracia, célula por célula. É uma herança, sem dúvida. Desde aquela monografia que você fez, no lº Colegial, e o lançamento do jornalzinho, senti, como diria Castro Alves, o despertar de uma vocação. Li o seu livro, reli, li de novo. Magnífico. Fui-me encontrar numa apresentação da qual ignorava a existência. Recompus-me num passado de recordação. Bravos. Pra frente! Prof. Agostinho Minicucci (jornal “Vanguarda de Botucatu/set./1976)".
Prof. Agostinho Minicucci

"Caro Armando Delmanto: Muito grato pela remessa de um exemplar do seu livro "Crônicas da minha Cidade". Afora o valor da obra qual mensagem de jornalismo, encontro nele abundância do ingrediente que sempre me emociona: o amor à terra natal. Principalmente em alguém que a deixou fisicamente mas permanece jungido a ela pelo coração. Grato também por me ter feito participar do seu livro mediante a transcrição de um escrito inteiramente despretencioso e desvalioso. Com os votos de sucesso, o abraço do Hernâni Donato (jornal “Vanguarda de Botucatu/set./1976)".
Hernâni Donato - Academia Paulista de Letras

"Caro Armando. Retornando de viagem, encontrei o seu livro "Crônicas da Minha Cidade". Em meu nome e no de Ruth agradeço a gentileza da dedicatória e faço votos para que você prossiga de vitória em vitória na sua curta, mas já tão expressiva existência como jornalista e homem voltado para a causa pública. Milton Mariano (jornal “Vanguarda de Botucatu/set./1976)".
Milton Mariano

“Ao prezado colega Armando Delmanto, muito agradeço a remessa das saborosas "Crônicas", que estou lendo com crescente interesse, bem como a amabilíssima dedicatória. Prossiga! Abraça-o o Antonio Chaves – Prof. Catedrático de Direito Civil da Faculdade de Direito da ÜSP (jornal “Vanguarda de Botucatu”/set./1976)".
Prof. Antonio Chaves

"Meu Caro Delmanto. Não foi surpresa nenhuma verificar quão agradável é a leitura de suas "Crônicas da Minha Cidade", que me enviou. Já naqueles saudosos tempos em que trabalhavamos juntos pintavam os germes do escritor que agora vejo florescem com galhardia. Tenho a mais absoluta certeza de que logo nos brindará com outros excelentes trabalhos. Queira recomendar-me ao seu caro Pai. Abraços. Prof. Francisco Carlos Sodero. Presidência do Conselho Regional do SENAI - S. P. (jornal “Vanguarda de Botucatu”/set./1976)
Prof. Francisco Carlos Sodero

"Jovem e prezado amigo. Saúde e paz. Muito obrigado pelo envio de "Crônicas da Minha Cidade", que dá seqüência à "Juventude: participação ou omissão". Vejo, com alegria, que você persevera em sua carreira de jornalista e escritor preocupado com os problemas de sua geração e da vida comunitária da sua encantadora e dinâmica Botucatu. Gostei muito da fotografia que você reproduziu na contra-capa: - Antônio e Armando Delmanto, abraçados e sorridentes, companheiros de ideal e de luta no "Vanguarda de Botucatu": - duas gerações dos Delmanto servindo exemplarmente à sua terra e à sua gente. Parabéns, Armando! Prossiga, para contentamento de seus amigos e admiradores, entre os quais se inclui o Lucas Nogueira Garcez (ex-Governador do Estado de São Paulo)- jornal “Vanguarda de Botucatu”/set./1976)"
Lucas Nogueira Garcez - ex-Governador do Estado de São Paulo

 
     
 
 
 
Perfil de um Capuchinho

 

PERFIL DE UM CAPUCHINHO

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Esboço Biográfico de Sua Excelência Reverendíssima, Dom Frei Luiz Maria de Sant'Anna, dd. Terceiro Bispo de Botucatu, na passagem do 10° aniversário de sua morte

Botucatu - Maio de 1956.


PERFIL DE UM CAPUCHINHO

 

Os três Capítulos já encerrados da crônica religiosa da minha terra natal constituem uma das parcelas mais valiosas e significativas do patrimônio histórico da cidade dos bons ares.

Anunciam-se eles por três títulos diferentes sob os quais se identificam três personalidades distintas, animando intensamente três épocas definidas: Instauração, Destruição, Restauração.

Forjados por sacerdotes dignificados com púrpura episcopal, esses períodos são a concretização do Trabalho que enobrece, da Apostasia que aniquila e da Oração que santifica.

No primeiro Capítulo, um Bispo-Camponês, ocultando modestamente as riquezas espirituais de um sábio, segurou nas mãos calosas a enxada do lavrador e, como os varões da antiga Roma, construiu palmo a palmo, regando a terra com suor do próprio rosto, uma das maiores Dioceses do Brasil no começo do século XX, rica de bens e de apostolicidade. Limitada extremo a extremo pelo litoral Atlântico às barrancas do Paraná, dentro dessa Diocese nascente formou-se um patrimônio espiritual elevadíssimo culminando pela grandiosa Congregação Marcelina e alimentado pelo zelo apostólico dos mestres da Ordem Lazarista, cuja sabedoria humanística universalmente conhecida medeia sua intensidade com a suprema apostalicidade desses defensores da Cruz.

Ao cerrar o Bispo-Operário as pálpebras mortais, devem tê-lo guiado para a Eternidade feliz suas obras entesouradas pelo lema radioso que lhe traçara a vida de sacerdote:

"Non ministrare sed ministrari".

 

No segundo período...

"Respice im me, et miserere mei, Domine"...

A iconoclastia humana, rompendo os diques da espiritualidade de um voto solene e eterno, crestou os brilhos argentados de um brasão e de um dístico recentes. Depois disso, o descrédito, o caos, o ceticismo!

Abre o terceiro Capítulo o vulto macilento e hierático de um Bispo-Capuchinho cujo perfil estas páginas canhestras, mais pela veneração respeitosa que por outros poderes, tentam ressaltar.

Figura medianamente alta; andar compassado, não era ele fisicamente destacável mas o segredo da sua grande atração era o rosto pálido e macerado; boca de traço severo cerrada fortemente quando os ouvidos atilados se aplicavam ao meio-ambiente; os olhos...ah! os olhos!...de magnéticas pupilas escuras, desferiam brilho metálico a sujeitar num relance, inteira, a consciência dos que se lhe submetiam!

Vê-lo, os ombros ligeiramente arcados, menos pelo peso dos anos que pelo dos arquejantes deveres da Ordem e do Título, era deparar com uma dessas figuras redivivas que ergueram na Idade Média a impressionante estrutura da Igreja reformada pela grandeza da Ordem do burel e do cingulo em nó dos franciscanos.

Que de chamas espirituais deveria ter desferido aquela boca monástica! Quantas consciências escusas haveria de ter crestado ao leve bafejar de suas práticas! A quantos esconsos refolhos asfixiantes deveria ter levado pelos conselhos, os clarões da aurora da regeneração!

O Bispo-Capuchinho foi grande na Ordem, maior no trono Episcopal e sobre-humano no mundo espiritual em que se encerrou sob os olhares únicos da Divindade Suprema!

"Omnes etin omnia Christus"... As mesmas pegadas de Francisco de Assis, o mesmo profundo espírito de meditação; a mesma imensa sabedoria. Fé intensa e firmeza de ação. Silencioso e humilde. Reservado e bom. Imensamente bom e manso. Zeloso ao extremo pelos seus e severo para consigo mesmo. Batalhador aguerrido encerrado numa cela - pela força da Oração. Apóstolo impertérrito, num gabinete modesto - pelo vigor convincente de sua pena invulgar.


- "Vai Francisco e repara a minha Casa..."


O Bispo-Capuchinho ouviu também uma súplica!

Herdeiro de uma Diocese falida; Bispo de um povo desiludido, habitante de um palácio comprometido, o Bispo-Capuchinho que arrancado fora de uma outra Diocese distante e querida, talhada pelas suas próprias mãos, para a terra dos bons ares viu-se transportado e nela encontrou, aumentando-lhe o travo amargo dos dissabores, uma cidade-sede livre porque abastada; displicente porque moderna e culta; fria, porque faltou calor apostólico.

Cumpria-lhe tudo recomeçar.

Não hesitou.

Dos erros e dúvidas remanescentes, tudo derrubou. Na ordem material como na espiritual.

Quando os alicerces da Catedral se enrijeceram esborcinados da Matriz Velha, a seiva religiosa em múltiplas vergônteas vicejava esplêndida no coração de todos os seus diocesanos.

Então, moído pelos acúleos que lhe sangraram o coração em seus últimos anos, e arquejante pelas fadigas de ciclope - após haver celebrado na humilde igrejinha de S. Benedito sua última missa na terra- adormeceu mansamente...

E descansou.

Na cripta da Catedral de minha terra, duas lages de mármore sustentam dois medalhões de bronze. Ali repousam, como cariátides simbólicas sobre as quais se eleva o Templo, os dois grandes Bispos que vindos da longínqua Minas Gerais, pelo nascimento um, e pelos méritos outro, na cidade dos ventos constantes arquitetaram com sacrifício da própria vida, os mais belos capítulos até hoje registrados na crônica religiosa botucatuense: o primeiro, Bispo-Construtor. O terceiro, o Capuchinho-Construtor.

* * *

A imagem que a trama do tempo amortaIhou, há dez anos faz, na nuvem sutil da veneração profunda, no culto saudoso que o coração aninha com respeito, refluge aos olhos de seus diocesanos como um raríssimo brilhante: sob qualquer faceta que lhe incida um raio de luz, espadana ele fulgurações magníficas.

Por isso, será sempre invocado como o Bispo-Capuchinho; o Grande Restaurador, o Bispo-Contemplativo, o Bispo-Orador.

Merece-los-á, a todos esses honrosos cognomes. Sua personalidade inconfundível integrava-se de nobres atributos, capaz, cada um deles, de definir, pela sua intensidade, um caráter ímpar.

Talento excepcional associado a um espírito cristão exaltado na estamenha parda, ocultava sob a discrição severa dos atos uma atividade invulgar e surpreendente.

Administrador raro, dotado de uma visão econômica inexprobrabel à crítica mais exigente, restaurou num tempo fugaz, o crédito irremedia­velmente comprometido da grande Diocese em ruínas.

Restabelecido o equilíbrio material em cuja queda arrastara-se o espiritual, voltou-se ele incontinenti, de coração e alma, para o vigoramento religioso perdido em sua grande Diocese.

Trabalho afanoso, ininterrupto, extenuante.

Desentranhou com ânimo firme, os alicerces soterrados de uma Catedral até então utópica. E porque tudo em seus labores exaustivos se velava na modéstia do vulto do eremita, ela surgiu, num toque de milagre, da noite para o dia, aos olhos admirados da gente botucuda. Um bloco arquitetônico majestoso que credencia mesmo in­completo (já completo hoje) ainda, como um dos primeiros templos católicos do interior do Esta­do. Seu zimborio resplandescente ao sol, na alvu­ra imaculada das vestes do Redentor que sustem; as arcadas góticas; os vitrais primorosos a sugerir a poesia das cenas evangélicas; a nave longa e so­lene no fundo da qual se destacava a ábside suntu­osa com seu baldaquino belo, impressionante, todo ornamentado; sob ele, o Altar-Mor de puríssimo mármore; os lustres feéricos; a Capela-Mor onde a brisa perpassa um cântico sutil às grandezas do Sacrário; depois, a Sacristia espaçosa, cheia de luz, com seu arcaz de pau-marfim rendilhado, tudo, tudo, nesse templo belíssimo transpira ainda - tal como foi deixado há dez anos - os últimos toques de artista do Bispo-Capuchinho.

Assentada a cátedra, ele pontificou. Nas abóbadas ogivais, ressoaram os seus sermões ines­quecíveis. O Bom Pastor chamava as ovelhas tres­malhadas. Foi-se intensificando ao seu brado de Fé, o rebustecimento espiritual de um povo deserdado e confundido. Como à oração de Francisco floriu a neve, brotou de novo, ao apelo vi­brante desse Apóstolo do Século XX, a seiva reli­giosa no coração crestado de toda uma Diocese.

Foi mais longe ainda. A própria Igreja de Cristo não quer só espiritualidade. Há de cami­nhar a par com ela, a apostolicidade, quer dizer, caridade social, ação ininterrupta. Arregimentação de sodalícios, de classes, de entidade, tudo em obediência a um programa de elevação, de aperfei­çoamento da moral individual e coletiva, sob dire­trizes como só as tem assim a Igreja Católica.

Na celebração do cinqüentenário da Rerum Novarum, as fábricas e oficinas da minha terra natal tinham entronizada já, a imagem de Cristo crucificado. A Ação Católica estava também esboçada no seio do operariado, da juventude, da sociedade.

Síntese de um governo espiritual restaurador, sólido, perfeito, a realização do Congresso Eucarístico Diocesano o maior acontecimento registrado na história da cidade até então, foi a exaltação máxima do trabalho extenuante desse Capuchinho inolvidável, cujo nome em todas as esferas sociais e culturais do País era e prevalece ainda, como um motivo de ufania para os foros civis e religiosos da minha terra.

Seus dons oratórios arrebataram-no mui­tas vezes da cela humilde do Palácio para que a palavra divina fosse ouvida lá longe, na Metrópo­le ou nos confins da Pátria pela intelectualidade patrícia sempre ávida e expectante dos seus ser­mões memoráveis.

Mas, porque não é alcatifada a estrada terrena do sacerdócio, as amarguras, os ocúleos dolorosos e profundos coroaram a tarefa missionária do grande franciscano, assegurando-lhe os méritos do sacrifício, penhor único da glória eterna...

Numa tarde de Maio, engalanada com a suavidade azul e branca das cores de Maria, ca­lou-se no alto da cidade, a voz do Capuchinho que pregara como Oração. Os ventos constantes da colina gemeram na psalmodia da saudade.

Na cela pobre do Palácio São Luiz o Bispo-Franciscano, assinada a derradeira mensa­gem terrena aos seus diocesanos, reclinara a cabeça inapercebido de humilde, para erguê-la na Eter­nidade, frente Àquele em quem objetivara todos os anseios de sua vocação divina: "Omnes et in omnia Chrístus".

* * *

A palavra de Deus, desataviada ou rutilante, meiga ou severa é sempre um cântico magnífico que atravessa os rudes órgãos sensoriais e cala profundo no coração de quem a ouve e sente.

Vivifica-a a seiva espiritual que brota miraculosamente das fontes imperecíveis do Cris­tianismo cujos princípios salutares trazem infusamente os elementos essenciais à existência do homem.

Singela e dócil aos humildes; corajosa e vibrante como um guerreiro em luta; fria e incisiva como os Juízes Antigos; áspera e tonitruante como as ameaças do Inferno, a palavra de Deus é neces­sária a todos como alimento imprescindível ao alen­to do espírito.

Ela desaltera a mente como retempera o corpo. Ela rebustece a inteligência como aniquila as dúvidas. Ela alivia o coração de freqüente amar­gurado e triste, alijando-lhe, como bálsamo sobre­natural, a carga febricitante das dores. Ela revigo­ra a moral combalida pelos duros e mui variados passos intrincados da vida como alimenta a seiva das virtudes.

A palavra de Deus é a única para quem cabem os atributos de autêntica panacéia de que se beneficiam todos aqueles que tiveram a fortuna insubstituível de haver nascido sob a Cruz de Cris­to.

* * *

O Bispo-Capuchinho honrou o Clero Nacional nele ocupando o lugar de um dos maio­res oradores sacros da contemporaneidade.

Seus dotes de eloqüência não eram tão somente a revelação de uma cultura humanístico-religiosa profunda acentuada por uma natural pro­pensão oratória. Era algo mais, que ascendia às esferas transcendentais da sublimada espiritualidade que empolga os discípulos de Cristo e que rareia no mais erudito pensador profano.

Marco Aurélio foi o mais perfeito filósofo do paganismo. Todavia seus Pensamentos cé­lebres que atravessam os séculos, são faltos da chama imperecível da inspiração divina que transparece nas mais breves frases de Cristo. Aqueles seduzem a mente enquanto que estas varam o coração e alentam a alma.

A palavra do era Bispo-Orador era transbordante de Fé e Religiosidade. Conhecia a natureza humana como um verdadeiro dissecador de al­mas. "O que afugenta os homens do seio da Igreja Católica são os seus próprios erros e de­feitos que ela anatematiza. Por isso, guerreiam-na sem tréguas", disse ele um dia. Seu olhar de psicólogo vasculhava num relance as insondáveis profundezas do coração humano e de lá desentra­nhava os erros, com a palavra cristalina da compreensão, da persuasão, da caridade cristã.

No trato dos problemas sua análise seve­ra escandescia os mais rijos obstáculos para de­pois, com o mesmo arroubado transporte do "Poverello" em êxtases místicos, indicar às soci­edades o caminho a seguir sob a luz única do Farol da Igreja.

Seu brado jamais esmoreceu. Sua voz tão brilhante nas cátedras quanto a pena nas Pasto­rais ou na Imprensa católica que ele animou, foi sempre um cântico elevado às grandezas de Deus, apregoadas aos homens de boa vontade.

Como Vieira em seus "Sermões de Ouro" é mais conhecido do que através dos valiosos e múltiplos serviços prestados à causa dos Jesuí­tas e à Pátria, assim também o Bispo-Capuchinho, se lhe faltassem à memória veneranda os méritos concretizados pelas inúme­ras obras realizadas, bastaria tão somente a arma que manejou reerguendo a moral de uma Diocese: a Oração.

Oração humilde e fervorosa balbuciada a sós, nas vigílias intermináveis da Capela solitária do Palácio. Oração flamante e apostólica derra­mada do púlpito e das tribunas!

O Grande-Orador deixou indelével no coração dos que tiveram a ventura de ouvi-lo, o sêlo da verdadeira Apostolicidade.

Aportando à terra dos bons ares num dia bem vivo ainda na memória dos que o aguardavam, ele subiu ao púlpito claudicante da Velha Matriz em ruínas e de lá saudou pela vez primeira os seus diocesanos aturdidos e confusos até en­tão, com a mais profunda e significativa frase evan­gélica:


- "A paz esteja convosco".


Quem não sente ainda na evocação da­quela sua predica memorável, a carinhosa pieda­de, o vislumbre da esperança, o penhor da felici­dade que ele haveria de devolver ao desiludido rebanho?

Ele partiu há dez anos já. Mas a paz espiritual, essa paz verdadeira e sem sombras que acalenta a comunidade católica da terra dos bons ares, essa, ele a vivificou no coração dos diocesanos, com os suores dos seus sacrifícios, com a eloqüência dos seus exemplos, com a grandeza de

seu vulto extraordinário.

* * *

A Natureza, que precedeu os homens na obra da Criação, sente antes que a criatura, a tristeza dos dias da Paixão.

Tudo se aquieta e se ensombra, propi­ciando ao espírito momentos de compenetração, de recolhimento.

Onze horas de Sexta-Feira Santa.

Uma capacidade desmaiada envolve a cidade da colina. O sol modorrento do equinoxio abre e fecha o leque dos seus raios, oculto pelas nuvens que passam. O céu não tem uma limpidez radiosa. Seu azul esmaecido toca a nuances de um cinza tristonho. O outono a entrar vem ainda respingando as últimas chuvas do verão. Um so­pro frio de vento matinal envereda pelas ruas, e arrepia o transeunte retardado, na sombra das cal­çadas desertas.

Sobrepaira por tudo, o ar grave e solene dos grandes dias. Os bairros afastados ja­zem silentes. No centro comercial, as fachadas assobradadas, fechadas nesse grande feriado, exi­bem inexpressivas as taboletas e os letreiros apa­gados. No Bar ou no Café, únicos em atividade, grupos esparsos mantém palestras sem entusias­mo. Ressoa às vezes, uma gargalhada irreverente quebrando a gravidade do dia.

A vida intensa da cidade retraiu-se para o interior dos lares.

Logo mais, às doze horas, iniciar-se-á na Catedral, a cerimônia expressiva das Três Ho­ras de Agonia.

Há vários anos já, todo o antigo apara­to das cerimônias da Semana Santa restaurado do triste período de apatia religiosa, vem, pelo revigoramento que lhe imprimiu o Bispo-Capuchinho, congregando para essas Três Ho­ras Soleníssimas, o espírito e o coração de toda a Diocese. Mais além, ouvem-na os que distantes captam as ondas radiofônicas da Estação local.

No templo que domina a cidade do alto da colina já está levantado o Calvário. Em fundo de veludo negro que encobre o Altar-Mor sob o majestoso Baldaquino, destaca-se o Madeiro onde Cristo simbolicamente agoniza. Ladeiam-no a cruz do Bom e do Mau Ladrão, personificação eterna do pecador penitente e da humanidade prevaricadora e blasfema.

Animam o Calvário, personagens universais: a Dor, a Contrição, a Esperança, as Virtudes, a Caridade Cristã, representados pela Mater-Dolorosa, por Magdalena, João Evangelista, as Três Virgens, e os judeus sepultadores de Cristo.

As arcadas reboam sonoras, os passos dos que vão chegando. Há um sol preguiçoso lá fora. Mas aqui dentro, o ar é quase frio e tristonho.

O relógio da Sacristia aproxima seus ponteiros das doze horas.

Amiundam-se os que entram. Os es­paços nos bancos vão-se rareando.

No coro, os primeiros instrumentos estão sendo afinados em surdina: o contrabaixo dá notas soturnas enquanto a flauta revoluteia escalas. O som melodioso do harmônio orienta os violinos que gemem.

Dentro em poucos minutos subi­rá num dos púlpitos majestosos que dominam a nave, o grande Bispo-Orador.

No piso do templo imenso, somem-se os arabescos do mosaico. A onda humana cobre tudo, como um imenso borrão de tinta que se alastra. Agora não há mais um lugar sequer, nos bancos centrais e nos de sob o arcobotante. A multidão em pé, invade os espaços, apinha-se até a Mesa da Comunhão.

Chegam os alunos do Seminário Menor de São José. Vão ocupar, solenes e cabisbaixos, os bancos reservados da ábside, frente ao Calvário.

Vai pela Sacristia, a azáfama diligente dos padres que aguardam a chegada do Antístite. Silenciosos, os confrades da Irmandade do Santíssimo Sacramento, restaurada pelo ilustre Prelado, aguardam seu Diretor Espiritual.

Eí-lo que entra. Seguido apenas de três seminaristas maiores. Deixou discretamente o Palácio, atravessou o Largo lá pelos fundos da Catedral, penetrando nela pela porta de serviço da Sacristia.

Todos a postos, dirige ele uma palavra amiga aos presentes e, contrito e piedoso, fecha o préstito que se dirige para a nave.

Silêncio mais pesado, domina o interior do templo. A multidão que se acovela é tão gran­de, que se esparramou pelo exterior: na Praça, no Jardim Público fronteiro, a afluência é inusitada quanto impressionante. Dali ouvirão os fiéis, atra­vés dos alto-falantes, a voz do grande Capuchinho.

Eí-lo que a custo, atravessou a nave e já está no púlpito à esquerda. De pé, frente ao mi­crofone que irá levar para longe, para a amplitude potencial da Emissora a sua oratória sacra, ele con­templa, expressão grave, olhos perscrutadores, o rebanho que o fita.

Afastam-se os minutos das doze horas. Sexta-Feira Maior, celebrada por toda a cristandade.

Os sons profundos do harmônio preludiam "O Cruz Ave!" Sua harmonização grave, majestosa, impressiona. A alma se compunge e se recolhe.


"O Cruz Ave, spes única..."

 

Ajoelhado no púlpito, o Bispo-Capuchinho ora, a cabeça inclinada no rebordo marmóreo.

Terminada a melodia, põe-se de pé, len­tamente. Num só movimento, levanta-se a mole humana que o imita. Pausa. Curta, expectante.

Então, clara, incisiva, firme, eleva-se a voz do Bispo-Orador.


- "Deus amou de tal maneira o mundo que lhe entregou seu Unigênito Filho... Cristãos e Filhos caríssimos..."

 

É o Exórdio.

Em minutos que voam, o extraordinário Antístite preludia o grande Sermão, numa síntese da história do Cristianismo cujo clímax é a cena trágica do Calvário.

A eloqüência oratória em jorros, inunda o coração dos que o ouvem.


"- E aí vede meus filhos, a ingratidão dos homens na sentença injusta do mais iníquo processo de todos os tempos. No Alto da Cruz, Cristo agoniza. Suas derradeiras palavras são o testemunho de um Deus. Esquece as dores. Igno­ra o opróbio que o cobre. Nos últimos arrancos terrenos ainda é para os homens o seu amor ili­mitado. E as palavras que profere transformam a Cruz, instrumento de castigo e de humilhação na mais sublime das Cátedras. Essas suas pala­vras, as últimas, atravessarão os séculos, con­quistarão as almas e quando meditadas como o fazemos agora, edificar novos mundos de fé e de santidade, no coração das criaturas..."

 

Pausa.

Aproximam-se as treze horas.

O Coro entoa a Primeira Palavra. Música profunda, de grande sentido religioso. Belíssimo trabalho de contraponto. Obra inspira­da, de artista filho adotivo da terra botucatuense: o Prof. Aécio de Souza Salvador.


"PAI, PERDOAI-LHES PORQUE NÃO SABEM O QUE FAZEM."


Um tremor emotivo, vibra no auditório. Silêncio pesado.

A voz do Capuchinho-Bispo eleva-se nítida e compassada. O encanto quebrado por momentos, reata a sua atração.

O Bispo-Orador fala numa só posição. A haste delgada do microfone impede-lhe como­didade de atitude.

- "Pai, perdoai-lhes porque não sabem o que fazem "... Nem a inocência de Jesus, nem a nobreza da Sua virtude, nem a sublimidade da Sua doutrina, convenceram os homens da gran­deza da Sua missão..."

Ereto, dominando largamente a nave, ele compõe o mais sublime canto de Perdão.

Quando o harmônio inicia a Segunda Palavra, o povo ajoelhado, sob a magia das pala­vras que lhe acalentam os ouvidos, tem uma só atitude: a contrição brota íntima e sincera em cada coração.


"HOJE ESTARÁS COMIGO NO PARAÍSO..."


Retomou o Orador a mesma ati­tude firme. Sobe-lhe pelo corpo uma vaga de can­saço. O pé esquerdo aperta-se-lhe dolorido. Co­meça a entumecer. Gotículas imperceptíveis perlam-lhe a testa e as têmporas. A voz contudo é firme. Daí a vinte minutos, a frase que encerrará a oração é uma jóia de sabedoria, de fervor franciscano:


"- Eu não admiro a fé dos Apóstolos; eu não admiro a crença de Magdalena; e nem a das testemunhas oculares do drama do Calvário. Mas eu admiro a Fé do Bom Ladrão! Ele talvez tivesse conhecido a Cristo somente no alto da Cruz. Mas a sua alma subitamente despertada ditou-lhe a mais bela profissão de Fé jamais ouvida: "Lem­bra-te de mim, quando estiveres no Teu Reino"...

 

O cansaço domina-o gradativamente. Ao levantar-se após a Terceira Palavra anunciada pelas vozes do Coro, doem-lhe as costas. Pesam-lhe as pernas. As veias dilatam-se aumentando-lhe a pressão. As mãos estão gélidas. O pulso é formicante. A respiração está se tornando entrecortada e difícil. O braço esquerdo, enfermo há tantos meses, despertou as dores dos nervos adormentados até então. Contudo...


"EIS AÍ TUA MÃE, EIS AÍ TEU FI­LHO".

 

"- Eva introduziu no mundo o Pecado. Maria introduziu no mundo, o Redentor".

 

Cálidas, tranqüilas, as palavras brotam cristalinas daqueles lábios severos, como a flor mimosa nas charnecas. A simplicidade da forma, a clareza do pensamento, a elevação do sentido que elas tomam, jorra como água saciadora aos ouvidos que a recolhem ávidos e necessitados de alento espiritual. Como Glicéria na antigüidade helênica a alma franciscana tece as mais delicadas frases, os pensamentos mais profundos, a grinalda mais artística no florilégio a Maria Santíssima, "aquela que nos desígnios de Deus, havia de ser a Aurora do Cristianismo ".

Treze horas e quarenta minutos.

Na melodia solene e bela, as vozes eco­am pelas arcadas, um brado de dor e de mágoa...


"MEU DEUS, MEUS DEUS, POR­QUE ME DESAMPARASTE ? "

 

O Bispo-Capuchinho ergue-se lenta­mente. O cansaço inclemente invade-lhe o corpo dolorido. Agulhas magnéticas invisíveis, quei­mam-lhe mais intensas, o braço doído. O calor do ambiente abafado, lateja-lhe as têmporas. O suor pega-se-lhe na epiderme. Uma cefalalgia incipiente, martela-lhe a nuca.

Ele reinicia a sua predica:


- "Estranha e misteriosa palavra é esta que pronuncia Nosso Senhor Jesus Cristo, entre os tormentos da Cruz. - "Meu Deus, porque me abandonaste? " O homem quando peca, perde a Deus. Jesus no Calvário representa o Pecador... Nesta terra, o homem não sente física ou moral­mente, os efeitos do abandono de Deus porque ouve apenas os sentidos. Mas na outra vida, o seu maior tormento não é o fogo, não são os tor­mentos do Inferno. É mais, muito mais...É o aban­dono de Deus!"

 

E o anátema do Pecado.

Suas palavras candentes tem novo arre­messo de eloqüência. Elas calcinam os arcanos da alma, penetram fundo os recessos da consciência. Que maior psicólogo atinaria com as razões ocul­tas da inquietação universal?

A alma capuchinha tem o segredo da sua omniciência no amor sobrenatural e místico que a engrandece.


"TENHO SEDE".

 

Círculos de ferro prendem-lhe as têm­poras... A garganta ressequida não se dessedenta com a água que lhe servem no púlpito no intervalo em que ele ajoelhado, ouve, rosto oculto nas mãos entrelaçadas, as vozes do Coro anunciando em melodia, as palavras da Vítima do Calvário. Um seminarista inadvertido, despejou na pia da Sacristia, a jarra que continha refresco de laranja. E depois, atarantado, levou para servir ao Orador, a jarra com água de torneira. O sabor ferruginoso do líquido não lhe ameniza o ardor da garganta.

"Tenho sede". O espírito de mortificação é o cilício que lhe devora o peito. O Bispo-Orador sente um vulcão crestar-lhe o pulmão can­sado. Das labaredas febris que lhe socalcam as entranhas, brota novo eflúvio oratório.

A palavra rutila. Suas flamas cintilan­tes empolgam os corações que a ouvem. É a sede de corações do Divino Mestre.

Há compunção sincera e sofrimento real na voz que perfila o Redentor agonizante ávido de ovelhas para o seu redil.

Quatorze horas e quinze minutos...


"TUDO ESTÁ CONSUMADO .'..."

 

O grande Orador arqueja. Seu olhar perpassa pela massa compacta que o fita. Milha­res de olhos acompanham-no na tragédia que des­creve. Numa visão longínqua um dia um outro Homem, pregou a uma multidão contrita. Lá, nas montanhas da Galiléia, Ele também divisou nas fisionomias atentas, os cordeiros, os lobos, a ar­gúcia, a incredulidade, a contrição, o sofisma, a moleza, no coração das criaturas...

Aqui o Bispo-Capuchinho percebe entre os que o fitam a heterogeneidade dos caracteres humanos. Um e outro, há até mesmo entre os espectadores, elementos de redis alheios ao orbe romano. Que os leva a se aproximarem e sentirem a Oração franciscana?


- "A cousa que mais dignifica o homem neste mundo, é o cumprimento integral do Dever. Nem o talento, nem a dignidade dos altos postos, nem a riqueza, nada é capaz de substituir esta virtude. Ela surge no homem quando a razão aponta. Do adolescente ao ancião, todos tem um dever a cumprir. Severo, pesado, impostergável, o dever começa no recesso do Lar. Oh! pais! Oh! mães que me ouvis! Atentai: o dever impera na intimidade do Lar, lá onde vós, empolgados pela voragem do modernismo vos furtais a ele no cum­primento integral das mais comezinhas às mais nobres e primordiais obrigações! Sopesai vos­sas ações e vede se sois capazes de dizer no âmago de vossos corações, frente aos olhos penetrantes de Cristo que agoniza: - Eu também, até hoje, cumpri o meu dever!"

 

Uma figura alquebrada, levanta-se pela derradeira vez no púlpito. Os traços visíveis do cansaço refletem-se no busto arcado, na palidez do rosto, no terno amortecimento da voz arfante, no enlanguecimento dos olhos argutos. De sob o solidéu desprende-se uma mecha de cabelos grisa­lhos. O suor empasta-a na testa.

As forças físicas estão no fim. Os pul­mões parecem estourar. A fadiga queima-lhe o corpo num torpor febril.

O espírito contudo é inquebrantável. A lucidez da mente é a mesma de há três horas atrás... Um poder sobrenatural, revigora-lhe as palavras.


"PAI, NAS VOSSAS MÃOS ENTRE­GO O MEU ESPÍRITO..."

São agora quatorze horas e meia. Num milagre de resistência interior, aquele Bispo extra­ordinário arrebata o auditório daqui e d'além com a torrente de eloqüência que lhe brota espontânea: é o epílogo da sua grande Oração. Durante três horas vem pregando. E sente que não pregou em vão. Uma parcela pequena, insignificante embo­ra, da sua imensa Fé, da sua profunda religiosida­de consubstanciou a sua grande apostolicidade. O rebanho que o acompanhou atento na rememoração cruenta do Calvário, guardou para si, o leve bafe­jo não importa, da compenetração real dos seus sentimentos de cristão.


- "Com a sua morte Cristo fez surgir no mundo o germem de uma nova vida.... Aquela Cruz que se ergue no Calvário, há dezenove sé­culos, ela está de pé... O caminho percorrido pe­las gerações humanas ostenta os vestígios dos trabalhos, das lutas e do sangue inocente... Tudo passa, porém. Homens e causas. Tudo se trans­forma. O passado empalidece e dele só temos vagas lembranças. A Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo são um acontecimento que se colocou na centro da História. A cruz ontem, como hoje ou amanhã, será o símbolo único, divi­no e real, da Justiça, da Fraternidade, do Amor e da Verdade imperecíveis. Nos dias que vivemos, a Civilização se eclipsa. O mundo se contorce na agonia da morte, que é a morte da Honra, da Virtude, da Honestidade, da Religião!... Fulge porém do Alto, uma luz imarcessível e brilhante cujos raios clareiam o caos em que se abisma a Humanidade. Confiem os homens nessa Luz ben­dita, aproximem-se eles do abrigo da Cruz e eles sentir-se-ão tocados pela Fé ardente, empolga­dos pela Esperança imorredoura e possuídos do espírito da Caridade cristã a palmilhar felizes, o único Caminho, guiados pela única Verdade, vi­vendo na terra a única Vida que é o penhor segu­ro, da outra bem-aventurada e eterna ".

* * *

Quinze horas exatamente.


"O Cruz Ave, spes única..."


As notas profundas, graves solenes extravasam ondas de Fé, de compunção e piedade nos corações prestados.

O Bispo-Capuchinho não pregou em vão...

A cena tocante do Calvário arranca sin­ceras lágrimas - florescência palpável da comoção de centenas de criaturas que a acompanham. A imagem de Cristo despregada da Cruz, é piedosa­mente depositada no Esquife Sagrado.

O grande Capuchinho, vencendo a cus­to a passagem entre a multidão que se comprime para beijar-lhe o anel, chega penosamente até o Sepulcro. Oscula com unção, os Pés rasgados pelos cravos...

Depois retira-se silenciosamente. O mesmo caminho de retorno, pela Sacristia quase deserta. Oferecem-lhe reverentemente água ado­cicada. Sua fisionomia macerada tem a expressão máxima do cansaço enfermiço. Recusa delicadamente e sai, acompanhado dos fiéis seminaristas maiores.

Irá repousar com certeza. Seu frágil corpo de eremita estremece pela febre e pela fadi­ga. O ar exterior dá-lhe uma sensação de desafogo. A dor do braço contudo, queima impiedosa. Os pés cansados ameaçam a firmeza do andar. O peito, a garganta ressequida, são vulcões de cha­mas que lhe suspendem a respiração arfante e agitada

Não obstante, a fisionomia é serena. O olhar reto, firme, calmo.

Ao chegar ao Palácio, há visitas. Protocolares, oficiosas, impostergáveis.

Vem-lhe ao encontro, o Padre-Secretário ativo auxiliar que é o elo que aproxima os fiéis do Antístite retraído e contemplativo.

- Excelência, autoridades da cidade soli­citam-lhe audiência.  Desejam cumprimentá-lo. Estiveram presentes na Catedral, durante o Ser­mão das Sete Palavras.

- Atendê-los-ei.

- Mas Excelência... Há de relevar-me a observação. Fiz ver a todos que Vossa Excelência está exausto... Poderei transmitir-lhes suas escu­sas justificadas...

- Não, Padre! Há mister de recebê-los. Em retribuição à sua piedosa deferência, abençoá-los-ei...

E dirige-se para o Salão. Firme, resolu­to de alma, embora alquebrado pelo esforço das últimas horas. Terminada a audiência rápida, porém cerimoniosa, o Padre-Secretário, num gesto aflito, vem anunciar-lhe novamente:

- Escusa-me Vossa Excelência. Um gru­po de acadêmicos da Capital deseja vê-lo. Apro­veitaram eles os feriados da Semana Santa para aqui virem... Chegaram esta manhã. Não houve tempo para se fazerem anunciar antecipadamen­te.

- Que assunto os traz aqui?

- Desejam convidar V. Excelência para pregar em sua Comunhão Pascal, em Maio próxi­mo vindouro.

-Recebê-los-ei.

- Imediatamente?

- Sim, Padre. Por quê?

- Antes quereria servir a V.Excelência um copo de leite. V.Excelência falou por três ho­ras consecutivas. É preciso tonificar-se, tomar algum alimento. Descansar um pouco...

- Oh! Padre! Estamos num dia de gran­des sacrifícios, adverte com uma ponta de riso, fino, cordial, o Bispo irmão.

Mesmo submerso numa onda de fadiga incontrolável, tinha ele o espírito alerta, o humor sempre igual.

O Padre-Secretário não se convence:

- Deus não permite que se mortifique assim, o corpo de quem O serviu com o sacrifício que acaba V.Excelência de fazer... É preciso repousar, protelar para mais tarde ao menos, talvez amanhã, a audiência que lhe pedem os acadêmicos.

- Sim, Padre: tomarei algo, descansarei depois.   Mas agora, preciso atender a esses jovens. Saíram de tão longe e embora moços, devem estar cansados.

Meia hora depois, acompanhava até a porta, os doutorandos que saiam satisfeitos e tagarelas, levando consigo o compromisso do Bispo de falar-lhes na Capital, na data aprazada.

Quando a porta fechou, o grande Orador, com passo lento, alquebrado o corpo, tomou o caminho da Capela do Palácio. Uma vez mais, a sua oração silenciosa ia se elevar a Deus, em agradecimento à tarefa cumprida nesse dia memorável da Cristandade.

Mas a campainha retiniu... Parou o Bispo, voltando-se a meio. Alguém acorreu logo e interceptou-lhe os passos. Era o Padre-Secretário.

Mesmo distanciado já da porta, ouviu o Bispo o diálogo do irmão-secretário, com a velha Custódia:

- Ah! Boa Custodia!... Agora ele vai repousar, minha velha!

Sem mais esperar, sem nenhuma hesita­ção, volta-se sobre os seus passos o Bispo incan­sável.

Alguém procurava por ele. E era logo a Custódia, a preta velha que vinha reclamar a sua presença.

Precisava vê-la. Talvez estivesse com fome... Pobre Custódia...

Na porta, arrimada ao grosseiro bastão, a negra centenária, remanescente único da escra­vatura, a indigente mais popular da cidade, teima­va com seu interlocutor, ansiosa por falar com o "siô Bispo".

Arfante naquela gordura balôfa que lhe deram os anos vividos, a cabeça branquinha da negra velha perdera no avançado da idade, a noção exata do seu viver de misérias. Contudo, duas vezes por semana grimpava o corpo cansado as veredas da cidade em busca do quinhão de alimen­to e do consolo que lhe era reservado no Palácio Episcopal.

Ela era, velhinha, humilde, sorridente na grande pobreza em que vivia, a hóspeda constante do ilustre Antístite.

O Capuchinho se aproximou.

- Boa tarde, Custódia! Como vão essas forças?

A face negra luzidia ostentava o brilho das lágrimas que corriam livremente.

- Sua bença Siô Bispo...tive na Igreja...

-Ah! Beijou os Pés do Senhor Morto,

Custódia?

- Já, sim Siô... Depois vim aqui... O Siô tava bravo hoje... falando pr'aquela gente...

A voz cansada do grande franciscano tinha flexões suaves ao brincar enternecidamente com a preta velha:

- Não estava bravo, não, Custódia.

E sorridente:

- Mas olhe: já pedi a Nosso Senhor, um cantinho no Céu, para você...

E sem mais, adiantou: - Você já jantou hoje, Custódia?

- Eu? Hum! Não carece... Hoje não...

- Carece, sim, boa Custódia. Deus não quer o jejum dos que são velhos como nós. Venha cá, entre!

O Padre-Secretário sussurra-lhe disfarçadamente que talvez bem pouca cousa, ou nada mesmo, haja para dar à velha preta.

- Dê-lhe um copo de leite, Padre. Ela estará alimentada...

E sem mais esperar, toma de novo, o caminho da Capela.

No grande relógio de carrilhão do "hall" do Palácio, soaram dezessete horas.

* * *

No Santuário de Lourdes, lá no outeiro norte da cidade, os frades iniciavam o exercício das Vésperas.

O vulto alquebrado e gemente do Bispo-Capuchinho acompanhou com um olhar pie­doso, o andar da pobre Custódia que se sumia bamboleante, no fim do Corredor.

Depois, voltando-se, tomou em direção oposta, o caminho da Capela.

Na suave penumbra do Oratório, entregou-se à prece da tarde...

* * *

O mundo espiritual que ele reedificou com o sacrifício máximo da própria vida, conser­vará sua figura indelével na evocação saudosa dos corações que ele conquistou com a chama ardente da sua alma franciscana.


Elda Moscogliato foi Membro Efetivo e Secretária da Academia Botucatuense de Letras, Educadora e Cronista da Imprensa local.

(Revista Peabiru nº 14 março/abril - 1999)